EUROPA

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Descobrindo o "Antigo Continente"

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

EUROPA CLÁSSICA-FÓRUM ROMANO

Estruturas dentro do Fórum:


O Fórum Romano (em latim Forum Romanum) era o principal centro comercial da Roma Imperial. Ali havia lojas, praças de mercado e de reunião. Também era o local onde exatamente ficava o coração comunal. Seqüências de remanescentes de pavimento mostram que o sedimento corroído das colinas circundantes já levantava o nível do fórum nos primeiros tempos republicanos. Originalmente ele tinha sido terreno pantanoso, que foi drenada por Tarquínio com a Cloaca Máxima. Seu pavimento final de travertino, ainda para ser visto, data do reinado de Augusto.

TEMPLOS:

Edifícios religiosos:

Os romanos edificaram grande número de templos aos seus deuses. Só no Forum Romanum havia nove templos. Num dos extremos do forum costumava encontrar-se um grande templo, dedicado aos deuses Júpiter, Jano e Minerva. S habitantes da cidade deviam fazer sacrifícios aos deuses e venerar a divindade guardiã da cidade. Com o Império, passaram a venerar o próprio Imperador.



Templo de Saturno :


Saturno era um deus romano da agricultura, identificado posteriormente com o deus grego Cronos. Segundo a tradição, ele havia sido um antigo rei de Roma, onde introduziu a agricultura e instalou a cidadela, no Capitólio. O seu templo localizava-se no sopé da colina Capitolina e nele ficava o aerarium do povo romano (tesouro da República). Continuou a existir sob o Império, mas distinto do ficus, ou tesouro imperial. A sua principal fonte de receita, no Império, era a renda das províncias senatoriais e parece ter arcado com os custos da manutenção doe edifícios públicos, da construção de estradas e da religião do Estado.
O aerarium cunhava moedas de cobre. Embora a administrado pelo senado, o controlo dos Imperadores aumentou, até que se tornou quase impossível estabelecer na prática uma distinção nítida entre os dois tesouros. O templo de Saturno consistia numa plataforma elevada com oito colunas. Terá sido construído no início do século V a. C. e reconstruído várias vezes. As actuais ruínas datam do séc. IV d.C. No templo de Saturno guardavam-se as Tábuas da Lei e os registos dos decretos do Senado. Restam oito colinas. Saturno foi o deus mítico da Itália e governou numa idade de ouro próspera e pacífica, em que não havia escravidão, propriedade privada, crime ou guerra. Como tal, agradava essencialmente ao povo e aos escravos. Todos os anos, entre 17 e 23 de Dezembro, o seu reinado era relembrado numa semana de sacrifícios e festas, conhecidas como Saturnais. Enquanto durava a celebração, a ordem social normal era alterada. Os escravos podiam comer e beber com os seus senhores e muitas vezes eram servidos por eles. Senadores e outros homens ilustres entregavam-se a jogos em que as apostas eram pagas em nozes, um dos símbolos da fertilidade. Grande parte deste espírito e deste ritual foi preservado na comemoração do Natal.

Templo de Júlio César :



foi mandado erguer pelo Imperador Augusto, em memória de Júlio César, no local onde foi cremado. César foi assassinado por um grupo de romanos, encabeçados por Bruto e Cássio. A sua eliminação foi um crime desatinado, na opinião de Dante, que na “Divina Comédia” colocou os seus assassinos no círculo mais baixo do Inferno, pois César combinava no mais alto grau as qualidades de estadista e comandante militar, de homem dotado de discernimento, de determinação, de capacidade de decisão e de clemência.

Templo de Vesta :



Situava-se a sul da Via Sacra, no Forum romanum. Era um edifício circular, originariamente cercado por um anel de vinte colunas caneladas. É do séc. IV d. C., embora no local tivesse existido um outro templo. Vesta, na religião romana, era a deusa do fogo, da lareira acesa, venerada nas casas romanas, enquanto se mantinha ateado o fogo sagrado do Estado, ao cuidado das Vestais (à excepção do dia 1 de Março, início do ano novo, quando era renovado). Segundo se pensava, o seu templo representava a casa e a lareira do rei, da mesma forma que as Vestais representavam as suas filhas. A forma circular do templo pode ser uma relíquia do feitio da casa pré-histórica romana



Templo de Castor e Pólux:



Na religião romana, Castor e Pólux talvez proviessem de Túsculo (aparentemente Castor foi introduzido antes de Pólux e sempre gozou de maior popularidade). O templo foi-lhes consagrado por Aulo Postúmio, por ocasião da batalha do lago Regilo, em 496 a.C. contra os reis tarquínios banidos. Uma lenda contava que naquele confronto ambos lutaram à frente do exército romano e depois levaram a notícia da vitória a Roma; foram vistos a dar de beber aos seus corcéis no Lacus Iuturnae, cujos vestígios existem até hoje nas imediações do templo de Vesta.
Tibério mandou reconstruir o templo no ano de6 d. C.. Ainda se podem ver as ruínas dessa construção. Na sua loucura, Calígula transformou o templo num pórtico do seu palácio, abrindo uma porta entre as imagens dos deuses, transformando-os, segundo as suas próprias palavras, em seus porteiros. O templo de Castor e Pólux serviu, durante muito tempo, de repartição onde se aferiam os pesos e medidas, o que é confirmado por várias inscrições, feitas no próprio templo. Os juramentos latinos mecastor! e edepol! evidenciam a sua popularidade. Aulo Gélio afirma que em épocas remotas, os juramentos por Castor e Pólux eram feitos somente por mulheres, mas gradualmente os homens passaram a usar o juramento edepol!.




Templo de Vespasiano :


situava-se junto ao templo de Saturno. Restam três colunas, que no séc. XVIII estavam completamente enterradas. Vespasiano foi Imperador romano de 70 a. C. 0 79 d. C.. era filho de um colector de impostos e foi notável pela sua simplicidade. Entre as obras públicas de sua iniciativa merece destaque o Coliseu (terminado por Tito ou Domiciano) e o Templo da Paz, considerado por Plínio um dos mais belos edifícios do mundo. Neste templo estavam reunidas muitas obras de arte provenientes de várias regiões distantes, entre elas o castiçal de ouro do templo de Jerusalém.

Templo de Antonino e Faustina :



este templo foi primeiramente oferecido pelo Imperador Antonino Pio a sua esposa Faustina, falecida em 141 d. C. Quando ele morreu, o templo foi dedicado a ambos. No séc. XI foi transformado em igreja, pois pensava-se que São Lourenço havia sido condenado à morte naquele lugar. Na imagem, vê-se a fachada da igreja, erguendo-se sobre o pórtico do templo.

TEMPLO DE RÓMULO:


Templo de Rómulo que foi mandado construir por Massenzio em memória de seu filho Rómulo. De arquitectura circular, a fachada do templo é côncava e precedida por um conjunto de colunas que dão para a Via Sacra. À direita do templo temos um conjunto de arcos mais pequenos que constituem o Portico Medievale construído, supõe-se, para supervalorizar a Via Sacra!

O TEMPLO DE VÊNUS E ROMA :



Era o maior templo da Roma Antiga, dedicado às Deusas Venus Felix e Roma Aeterna, e foi desenhado pelo Imperador Adriano. Sua construção começou em 121. Embora tenha sido inaugurado oficialmente pelo Imperador em 135, o prédio só foi termindado em 141 por Antonino Pio. Um grande incêndio destruiu parte do templo, que foi restaurado por Maxêncio, alterando o desenho original de Adriano acrescentando nichos redondos no fundo de cada uma das duas câmaras. Infelizmente um grande terremoto no início do século IX destruiu o templo mais uma vez. Em torno de 850, contudo, o Papa Leão IV usou a parte das ruínas do edifício para a construção de uma igreja, Santa Maria Nova. Depois de uma grande restauração em 1612, a igreja foi renomeada como Santa Francisca Romana, incorporando uma das antigas câmaras no campanário.



TEMPLO DE CONCÓRDIA:

GRANDE TEMPLO DA CONCÓRDIA:


Templo na esquina noroeste do fórum, conta-se que foi prometido por L. Furius Camillus em 367AC durante as perturbações que se seguiram a aprovação da lei Licínia. Sua construção foi votada pelo povo logo após a promulgação das leis. Ficava entre o Vulcanal e o sopé do Capitolino e o espaço a seu redor era chamado de Area da Concórdia (area concordiæ) a qual é mencionada somente em conecção com os prodígios de 183 e 181 AC. A data da real construção do templo é incerta, o dia da dedicação é provavelmente 22 de julho, enquanto a da última estrutura era 16 de janeiro. Em 211AC, a estátua da Vitória em seu teto foi atingida por um raio.
Em 121AC, depois da morte de C. Graco, o senado ordenou que o templo fosse restaurado por L. Opimius, para grande desgosto da plebe. Opimius provavelmente construiu sua basilica ao mesmo tempo, junto ao templo ao norte. Plutarco conta que após usa construção, foi feita a seguinte pixação em suas paredes ironizando sua construção em honra da morte de Graco:
A Discórdia e a Tolice
consagraram o templo à Concórdia.



Em 7AC, o Imperador Tibério determinou-se a restaurar o templo com o espólio tomados da Germania e a estrutura foi completada e dedicada como aedes Concordiæ Augustæ, no nome de Tibério e seu falecido irmão Druso, em 16 de janeiro de 10DC. É representado em moedas. Uma restauração posterior, talvez depois do fogo de 284 é relembrada numa inscrição a qual foi vista no pronaos do templo pelos copistas de inscrições do Einsiedeln Itinerary
Depois da restauração por Opimius, este templo freqüentemente era usado para as assembléias do Senado e como um ponto de encontro nas Ambarválias. Tibério compeliu os habitantes de Rodes a lhe enviarem uma estátua de Vesta para este templo e ele evidentemente tornou-se uma espécie de Museu, já que Plínio menciona muitos trabalhos de arte que eram guardadas neles: estátuas de Apolo e Juno por Baton; Latona e as crianças Apolo e Diana por Eufranor; Esculápio e Saúde por Nicerato; Marte e Mercúrio por Piston; Ceres, Júpiter e Minerva por Estenis; pinturas de Mársias por Zeuxis; Liber por Nicias; Cassandra por Teodoro; quatro elefantes de obsidiana dedicados por Augusto; e a famosa pedra de sardônica que pertenceu a Polícrates de Samos.
Outras poucas referências incidentais a este templo ocorrem e presentes foram nele depositados pelo senado em 16 DC, depois de uma dita conspiração de Libon. Muitas outras inscrições dedicatórias foram achadas em meio a suas ruinas e três outras mencionam um édito do templo. Ele é representado na moeda de Orbiana, mulher de Alexandre Severo. A estrutura estava ameaçando colapsar no tempo de Adriano I (772-795DC).
Sua situação em respeito aos outros edifícios e seu contorno em volta levaram a adoção de um plano que fazia de sua estrutura única entre os templos romanos. Ao invés de ter as proporções usuais, a cela do templo augustiano tinha 45 metros de fachada e apenas 24 de profundidade, enquanto o pronaos tinha apenas 34 por 14 metros, e não se estendia entre toda a extensão da cela. O muro traseiro avizinhava-se contra a frente do Tabularium, e um vão muito largo conduzia por baixo do pronaos a area. No prosseguimento, as escavações parecem mostrar que o plano do templo de Opimus era similar ao de Tibério. O interior da cela augustiana era cercada por uma linha de colunas de mármore branco estando num plano que se projetava do muro principal.Este muro continha onze nichos, no centro do qual, opostamente a entrada, a estátua da Concórdia deveria estar. O exterior do Templo era inteiramente coberto de mármore, e o prédio deve ter sido um dos mais belos da antiga Roma.
As ruínas existentes consistem no núcleo de concreto do podium, grande parte do qual pertence a construção de 121AC e é provavelmente o mais velho concreto conhecido da cidade; o começo da entrada principal, composto de dois blocos de mármore de Porta Santa juntos perfazendo 7 metros; muito poucos fragmentos de mármore do pavimento da cela e pronaos, e um pedaço de magnífica cornija, agora no Tabularium com numerosos pequenos fragmentos de Arquitetura. As bases também são muito boas. No podium há duas câmaras que podem ter sido usadas como câmaras de tesouros

Nem todos os edifícios religiosos existentes no Forum Romanum eram templos. Havia também a

Casa das Virgens Vestais :


Originalmente era um enorme complexo com cerca de 50 aposentos, distribuídos por três andares. Elevando-se acima de tanques, que provavelmente teriam nenúfares e peixes dourados, ainda hoje se pode observar uma fileira de estátuas desgastadas e, na sua maioria, acéfalas, de antigas Vestais. As Vestais, na religião romana, eram virgens representando as filhas do rei , no período monárquico, incumbidas da preservação do fogo no Templo de Vesta, a lareira do Estado, o que não era tarefa fácil, pois a chama era facilmente apagada pelos ventos. Qualquer vestal que deixasse extinguir o fogo era chicoteada pelo Pontifex Maximus e mandada embora. Preparavam também o bolo de sal (mola salsa) para várias festas públicas e tinham sob custódia certo número de objectos sagrados, como o Palladium e as cinzas das Fordicidia. As Vestais, de início escolhidas nas famílias patrícias, eram quatro ( mais tarde seis); viviam na Casa das Vestais e gozavam de um estatuto elevado e segurança financeira. Se fossem consideradas culpadas de faltar à castidade, eram enterradas vivas numa câmara subterrânea, num local conhecido como Campus Sceleratus, situado perto da porta Colina. Após trinta anos de serviço as Vestais retornavam à vida privada.

Comitium - era “lugar de reunião”, uma área pavimentada com cerca de 67 m de cada lado, situada na extremidade NW do Forum romanum. Era considerada um Templum ou área consagrada, onde, nos primeiros tempos da República, se realizavam assembleias do povo romano para deliberar sobre todos os assuntos, à excepção de eleições. A norte do Comitium ficava a Cúria e a sul a rostra.

Um comentário:

Famosos e etc... disse...

Cronos é o deus do tempo, pai de Zeus, Posêidon e Hades e Marido de Gaia.